A nomeação de Guilherme Boulos para a Esplanada dos Ministérios teve uma forte reação entre parlamentares da oposição de direita. Para eles, o parlamentar no governo é um movimento simbólico, para um “governo ideológico” que “ignora a realidade” do trabalhador.
Boulos foi anunciado por Lula na noite desta segunda-feira (20) para chefiar a Secretaria-Geral da Presidência da República. Ele é alvo de uma representação do Conselho de Ética da Câmara por ofensa a deputados do PL.
O ex-titular da pasta do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), declarou que as invasões agora ganham caráter oficial. “Agora, invasão é pela porta da frente, com tapete vermelho e carro oficial”, escreveu Salles.
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Logo após o anúncio, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) repostou no X uma publicação do vereador de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL). No post, Almeida divulga uma foto de Boulos durante uma manifestação do MTST, em 2017, quando ficou 10 horas detido pela Polícia Militar (PM) de São Paulo. “Que trajetória”, disse Almeida.
O parlamentar Kim Kataguiri (União-SP) divulgou um vídeo para dizer que a indicação de Boulos é “ótima para a direita”, já que o político “será um péssimo ministro, como foi péssimo deputado na Câmara”. Kataguiri também elogiou Boulos não participar das eleições.
“Então, Lula nos deu dois presentes: o primeiro, colocar mais uma pessoa para atrapalhar seu governo. E, segundo, tirar das eleições um dos piores candidatos a qualquer cargo no estado de São Paulo.”
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a indicação “comprova o que Lula sempre tentou esconder” e definiu o presidente da República como um “radical de extrema-esquerda”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) compartilhou uma notícia sobre o anúncio do novo ministro e brincou: “já tinha invadido antes de Lula anunciar, diz leitor”.
Líderes da oposição criticam “deboche”
O vice-líder da Oposição, Sanderson (PL-RS), foi categórico:
“Vergonha nacional. Lula anuncia Boulos como ministro de Estado, aquele mesmo que ficou conhecido por invadir propriedades alheias.
Enquanto esfola o povo com a maior carga tributária da história, o “revolucionário de iPhone” é premiado com cargo pra seguir destruindo o país. Mais um passo pra transformar o Planalto num refúgio bolivariano. Nomeação de Boulos é o exato retrato do Brasil de Lula.”
O deputado Rodrigo Valadares (União-SE) também criticou duramente a escolha:
“Essa nomeação é o retrato de um Planalto que virou palanque ideológico. Quando quem representa a ordem social é excluído, sobram simbolismos vazios. É um deboche ao povo brasileiro.”
Para Coronel Tadeu (PL-SP), o movimento revela prioridades erradas do governo:
“Enquanto famílias lutam para equilibrar o orçamento e empresas pagam impostos altíssimos, o governo escolhe colocar no comando daquele ministério quem sempre teve postura antagonista à iniciativa privada. É mais um erro político que custará caro ao país.”
O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) ressaltou o custo para a democracia e para o crescimento econômico:
“Essa escolha mostra o quanto o Estado está sendo usado como palco e não como instrumento de serviço público. O povo produtivo fica de fora, enquanto o aparelho estatal vira premio para militância. Um verdadeiro atentado ao senso de justiça.”
Encerrando, Rodolfo Nogueira (PL-MS) alertou para as consequências práticas de uma nomeação desse tipo:
“Não é apenas simbólico — é prático. A partir de agora vamos ver políticas que reforçam o ativismo e não o crescimento. A nomeação de Boulos é mais um passo para que o Brasil fique refém de uma agenda radical, com privilégios para poucos e sacrifício para a maioria.”
Fonte: Gazeta


















