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Para além de Pssica: conheça Edyr Augusto e sua obra | Cultura

31/07/2025
in Pará
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Para além de Pssica: conheça Edyr Augusto e sua obra | Cultura

Para além de Pssica: conheça Edyr Augusto e sua obra | Cultura

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A visibilidade atual da obra de Edyr Augusto, graças a adaptação pela Netflix do seu livro “Pssica”, de 2015, não deve ser confundida com uma ascensão gratuita e meteórica, como se ele fosse um influencer a cometer suas opiniões sobre tudo na internet.

A estreia da série baseada em seu livro está marcada para o próximo dia 20 de agosto, mas o paraense Augusto já estreou no campo das artes antes de ser moda expelir a realidade em reels nas telas de celulares.

Antes de ser dramaturgo, poeta, radialista, publicitário, cronista, romancista, premiado nacional e internacionalmente, Edyr Augusto forjou sua trajetória dentro do ambiente cultural familiar e da cidade, uma experiência que diz muito do caminho que percorreu.

Sua trajetória é marcada pela presença de seu avô, Edgar Proença, jornalista, locutor esportivo, dramaturgo e um dos pioneiros do rádio na Amazônia e no Brasil.

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Seu filho, Edyr Proença, pai do escritor de Edyr Augusto, seguiria caminho semelhante pelo rádio e pelas artes e é nome incontornável na cultura regional e influência marcante sobre o autor de “Pssica”.

Essa trajetória quase atávica de participar das artes e da cultura é exposta por Edyr Augusto afirmando que seu pai incentivou a ele e aos irmãos na leitura de jornais de Rio e São Paulo e, especialmente, de cronistas, como Nelson Rodrigues, Drummond e Clarice Lispector.

“Eu me formei lendo essas coisas e compreendendo a linguagem e, com Nelson Rodrigues, compreendendo isso que, de alguma maneira, eu puxo para o meu estilo de mostrar o homem brasileiro, no meu caso, prefiro mostrar o paraense, de modo realista, ao mesmo tempo, com uma grande ironia (meu avô era muito irônico também, aprendemos muito com ele) e com uma escrita mais leve, sem pesar a pena”, diz o escritor ao podcast “Trópico úmido”.

Nesse ambiente, o escritor começou muito cedo a participar e produzir dentro do ambiente do jornalismo cultural, do teatro e do rádio. Antes dos 18 anos, ele escreveria um das peças consideradas simbólicas do teatro regional, “Foi boto, Sinhá”, e não parou mais. Fez tudo, ou quase tudo, em teatro. Tem mais de 30 peças de sua autoria, entre textos encenados e inéditos.

Escreveu livros de poesia, como “Navio dos cabeludos”, de 1985, “O reio do Congo”, de 1987 e “Surfando na multidão”, de 1996. No campo da crônica, ele homenageia o título de uma coluna de seu avô para publicar quatro volumes que se debruçam sobre a cidade de Belém, são as suas divertidas, e não menos irônicas e sarcásticas, “Crônicas da cidade morena”.

O primeiro volume publicado dessas crônicas começa em 1999, mas, evidentemente, algumas são anteriores a esse período. Por que isso importa? Porque em 1998 aparecerá a estreia de Edyr Augusto no livro  que marca o estilo da literatura que o projetará para o Brasil e o mundo.

Será naquele ano que “Os Éguas” será lançado e ele abrirá definitivamente uma profunda fenda na literatura sobre a Amazônia. 

É nesse livro, já comentado por mim em outras ocasiões, que o amuleto da cultura amazônica como algo intocável, idílico e romântico será atravessado pela lança da representação realisticamente violenta de uma de suas capitais, Belém do Pará. Veja mais:

Mas, naquele primeiro volume das crônicas, de 1999, já estão presentes alguns dos temas que serão formalizados pelo escritor em seu livro de estreia. Temas como a crítica a determinadas elites e seus comportamentos e a alguns hábitos da cidade.

O paraense augusto não serve como um influencer que passa pela região mostrando seu exotismo em busca de audiência, ele escreve para outro tipo influência, a tentativa de influenciar através da ideia de que existe outra região que políticos, fazedores de vídeos, burocratas e caçadores de editais não fazem questão de mostrar. 

Não é para adoçar a boca com açaí, é para sentir o amargor da realidade que insiste em não ser sempre percebida como iguaria a ser devorada e esquecida.

Em seu primeiro romance, Augusto mostra que na cidade das mangueiras, incrustada no meio da floresta, não apenas surge a chuva que vem de cima, mas também a podridão da corrupção que erupciona dos porões da cidade e da alma humana, que a tudo toca e contamina, suas ruas, seus sujeitos, suas relações. 

“Os éguas” abre as cortinas para uma Amazônia ignorada pela literatura e convida o leitor a contemplar – não sem admiração e repulsa – uma cidade e uma região da qual se expelem a vilania, o mal, o sadismo, o sexo, a hipocrisia e a dissimulação.

Os livros posteriores do autor seguirão as mesmas temáticas. Variando, evidentemente, não apenas o enredo, mas a localização dos acontecimentos, a motivação dos personagens e aprimorando e experimentando novas linguagens e estilos.

“O Éguas” é o marco porque os livros que se seguirão, como “Moscow”, de 2001, “Casa de caba”, de 2004, “Um sol para cada um”, de 2008, “Selva concreta”, de 2012, “Pssica”, de 2015, “Belhell”, de 2020 e “Eu já morri”, de 2022, mesmo que tragam diferenças e variações, permanecem neles as questões essencialmente humanas, que por vezes nos deixam um gosto amargo na boca e, como disse Augusto certa vez, podem nos querer fazer gritar.

Seja na Belém dos anos 90, seja na inversão da bucólica Ilha de Mosqueiro, seja em uma vingança contra um empresário escroque, seja em um delegado vacilante, seja no rapto de mulheres, seja em vidas inconsequentes que se jogam, sejam em contos de zonas e fronteiras. Confira:

“Pssica”, que vai estrear nas telas em breve, é mais uma das representações sobre a região vertida pelas ruas maléficas das cidades, pelos cangaceiros (ratos) sádicos dos rios, pela pobreza do Marajó, por políticos desprezíveis e por esperanças vãs de alguma salvação.

Pode parecer uma literatura forte e violenta demais, mas parte dela está muito distante apenas de uma imaginação de um autor. Ela é uma ruptura, sem perdão, com a mesmice que se vende, se maquia e se propagandeia sobre essa região quente e úmida e suas cidades.

Na verdade, ela parece ser mais realista e muito mais verossímil do que o sensacionalismo de certa imprensa, ou da espetacularização de um Eldorado que se insiste em mostrar (e lucrar?) para o mundo.

(Relivaldo Pinho é escritor, pesquisador e professor do Centro Universitário Fibra)

Fonte: O Liberal

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