O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres defendeu nesta sexta-feira (29) a presença do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na Assembleia Geral da organização, que será realizada em setembro.
O posicionamento de Guterres vem após os Estados Unidos anunciarem que negarão e revogarão os vistos dos palestinos que planejavam participar do fórum da diplomacia mundial.
Em entrevista coletiva, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, foi questionado sobre a conveniência de Abbas estar presente na assembleia — onde estava previsto que ele falasse em 22 de setembro.
“Obviamente, esperamos que isso seja resolvido, (pois) é importante que todos os Estados-membros e Estados-observadores possam estar representados”, disse.
O diplomata português considerou, além disso, que a presença de Abbas é conveniente, visto que a França e a Arábia Saudita convocaram, por ocasião da assembleia, uma conferência específica sobre a solução de dois Estados, um israelense e outro palestino.
Dujarric não considerou o assunto encerrado, e antecipou que vai ser discutido com o Departamento de Estado americano, órgão que emitiu a ordem de revogar os vistos, com a única exceção dos diplomatas que trabalham na missão permanente palestina na ONU.
Guterres também convidou a seguir dois artigos do Acordo da Sede Central (da ONU), que definem a presença de dignitários, os que dizem: “As autoridades estaduais, federais ou locais não imporão qualquer impedimento ao trânsito de ou para a sede central de representantes dos Estados-membros, independentemente das relações existentes entre os referidos governos e o governo dos EUA”.
Israel agradece aos EUA
O ministro de Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, agradeceu, ainda nesta sexta-feira, às autoridades dos Estados Unidos pela decisão de negar e revogar os vistos de diplomatas palestinos.
“Obrigado secretário Rubio por exigir responsabilidades da ‘OLP’ (Organização para a Libertação da Palestina) e da ANP (Autoridade Nacional Palestina) por recompensar o terrorismo, incitar e tentar usar a guerra legal contra Israel”, disse Saar em uma mensagem na rede social X.
O chanceler também agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo apoio contínuo ao país.
Fonte: Gazeta