As Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram neste sábado (30) sua presença no Caribe ao deslocar o cruzador de mísseis USS Lake Erie pelo Canal do Panamá, de acordo com a Reuters. A travessia foi informada por jornalistas internacionais que acompanharam a movimentação da embarcação, que estava ancorada no porto de Rodman, no lado do Pacífico.
O movimento faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de intensificar a pressão sobre o regime do ditador Nicolás Maduro, acusado por Washington de liderar o Cartel de Los Soles e de estar associado a outros grupos criminosos envolvidos com o narcotráfico na América Latina.
O navio, equipado com sistema avançado de defesa, integra uma frota americana que já soma milhares de militares e diversas embarcações de grande porte na região. São de 7 a 8 navios de guerra (incluindo destróieres equipados com mísseis, um navio anfíbio e um submarino nuclear), totalizando cerca de 4.500 militares na região. De acordo com o Comando Sul dos EUA, trata-se de uma das maiores concentrações navais americanas no Caribe desde a década de 1990.
Washington justifica a operação como parte da guerra contra os cartéis de drogas, mas também colocou Maduro no centro da mira: na semana anterior, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou o aumento da recompensa pela captura do ditador venezuelano passando de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões. Maduro já havia sido indiciado pela Justiça americana em 2020 por “narcoterrorismo”.
Em resposta, a Venezuela classificou a operação como uma “ameaça direta à soberania do país” e anunciou a mobilização de milícias civis e forças militares, que, segundo Maduro, somam mais de 4 milhões de membros, e anunciou o reforço das tropas em áreas estratégicas, incluindo a fronteira com a Colômbia. No entanto, analistas independentes estimam que apenas uma fração esteja efetivamente ativa.
Fonte: Gazeta