O candidato de direita José Antonio Kast, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, segue na liderança da corrida presidencial chilena e consolida-se como o principal nome para disputar a sucessão. Segundo a mais recente pesquisa do Painel Cidadão da Universidade do Desenvolvimento (UDD), realizada entre 28 e 29 de agosto, o representante do Partido Republicano aparece com 28% das intenções de voto — mesmo índice registrado em levantamentos anteriores.
Na segunda colocação está a candidata da situação Jeannette Jara, do Partido Comunista chileno, que marcou 24%, um ponto a menos do que na pesquisa anterior. Apesar da queda, ela ainda mantém vantagem sobre a candidata da coalizão de centro-direita “Vamos, Chile”, Evelyn Matthei, que aparece com 14%. Os números reforçam o avanço da direita no Chile e a fragilidade da candidata apoiada pelo governo de esquerda de Gabriel Boric, que vem enfrentando forte rejeição.
De acordo com o levantamento, o economista Franco Parisi soma 10%, seguido por Johannes Kaiser, com 7%. Já Marco Enríquez-Ominami e Harold Mayne-Nicholls têm 2% cada, enquanto Eduardo Artés não ultrapassa 0%. O grupo dos indecisos chega a 8%, e 5% afirmaram que não votariam ou anulariam o voto.
A pesquisa mostra que Kast não apenas lidera no primeiro turno, mas também venceria com folga em um eventual segundo turno. Contra Jara, o republicano teria 46%, enquanto a candidata comunista ficaria em 31%. Já Evelyn Matthei também derrotaria a governista, por 45% a 29%.
O levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e taxa de resposta de 91%.
Próximo da família Bolsonaro
Kast é aliado de longa da data da família Bolsonaro, tendo participado de encontros tanto com o ex-presidente como com seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, com quem já protagonizou uma live sobre a agenda conservadora na qual foi usada a hashtag de divulgação #kastconbolsonaro.
Em 2021, durante a eleição presidencial chilena, Kast recebeu o apoio público de Eduardo, o que foi retribuído no ano seguinte, em meio à campanha presidencial brasileira, quando o direitista chileno declarou apoio à reeleição do ex-presidente, afirmando que o Brasil “jogava pela liberdade” contra a esquerda radical.
Com informações da CNN Chile.
Fonte: Gazeta