O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que pretende disputar a Presidência da República em 2026, caso seu pai, Jair Bolsonaro (PL), permaneça inelegível.
O ex-presidente está impedido de concorrer a cargos eleitorais até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de junho de 2023. A afirmação de Eduardo aparece em meio a especulações sobre a sucessão do ex-presidente no cenário político nacional e possíveis mudanças partidárias.
Em entrevista ao Metrópoles, o parlamentar, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, considera a hipótese de deixar o Partido Liberal caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se filie à legenda com pretensões de concorrer ao Planalto.
“Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato, sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido”, analisou.
Para Eduardo Bolsonaro, a entrada de Tarcísio no PL seria uma movimentação para marginalizar a família Bolsonaro e limitar seu protagonismo na política nacional. “De fato, é algo que a gente pensa (sair do PL). Porque, da maneira que as coisas estão caminhando, existe um direcionamento para apagar a família Bolsonaro do cenário político”, sustentou.
“Eu não gostaria de sair do PL numa situação dessas, mas estou adiantando o meu ímpeto e a minha vontade. Acho que depois de ter sido o deputado mais votado da história do país; uma pessoa que tem relações diretas com presidente da Argentina e dos EUA; acho que eu consigo representar as pautas da direita. Não comecei ontem nisso”, opinou.
Atualmente nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro busca autorização da Câmara dos Deputados para exercer o mandato remotamente. O pedido foi feito ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Caso não obtenha autorização, o deputado corre o risco de perder o mandato por ausência, pois a Constituição prevê cassação para quem faltar a um terço ou mais das votações em um ano. Hugo Motta já se manifestou publicamente contrário à possibilidade de mandato a distância.
Fonte: Gazeta