Eu sou carioca, estudei na UFRJ e, quando decidi fazer mestrado em Ecologia, tinha três caminhos mais comuns: Brasília, Unicamp ou o INPA, em Manaus. Fui aceita na Unicamp, mas também passei no INPA. Escolhi vir para a Amazônia — uma decisão que surpreendeu minha família, eu tinha só 20 anos. Depois vim para o Pará, e quando pisei aqui, me apaixonei. Entendi que esse era o meu lugar. O Museu Goeldi me acolheu como nenhum outro espaço antes. Como mulher negra, senti a diferença: em outros lugares, como Campinas, o racismo era evidente — eu era a única doutoranda negra na Unicamp. No Goeldi, encontrei espaço para ser, pensar e fazer ciência de forma integrada com o território.
Fonte: O Liberal
















